sexta-feira, 11 de junho de 2010

10+

Diversas espécies já surgiram e sumiram do nosso planeta ao longo de seus milhões de anos de existência. O que me deixa triste é saber que nós, seres humanos, somos responsáveis por estes animais em particular estarem nesta lista. Mesmo que você não queira acreditar na responsabilidade do homem pelo aquecimento global é inegável nossa participação em outros motivos para que espécies desapareçam da face da Terra.

Recentemente a WWF (World Wildlife Fund) liberou sua lista anual com as espécies mais ameaçadas do planeta. É uma dura realidade ver animais que nos impressionam em fotos e documentários sumirem do mundo. Abaixo você confere a lista.

10 – Panda Gigante


Com apenas 1.600 ursos vivendo livremente, o animal que serve de de símbolo para a WWF está vendo seu habitat diminuir a cada ano. Encontrado nas montanhas do sudoeste chinês, os pandas estão passando a viver em populações pequenas e isoladas. A WWF negocia a três décadas com o governo daquele país a criação de áreas de preservação e de corredores que liguem as comunidades de pandas. Recentemente o governo chinês instituiu a pena de morte para os que caçam esta especie. Lei de pouca ou nenhuma utilidade prática, já que não ha fiscalização das áreas onde os pandas vivem.


09 – Rinoceronte de Java


Esta espécie difere de seus semelhantes por possuir diferenças craniais e dentárias, além de um chifre menor (que pode estar ausente nas fêmeas) e placas dérmicas menos desenvolvidas. A caça levou a população destes animais a diminuir drasticamente. Atualmente existem menos de 60 animais, confinados em duas áreas de proteção, uma na Indonésia e outra no Vietnã. A IUCN apontou a espécie como criticamente ameaçada. Além de serem um item precioso medicinal asiático, os rinocerontes de Java estão vendo seus habitats serem transformados em fazendas.

08 – Borboleta Monarca


De toda a lista tenho certeza que você não pensou em ver uma borboleta. O curioso é que esta espécie migra aos milhões todo ano. Elas saem dos EUA e vão passar o inverno no México, onde o clima é mais quente. Para que este verdadeiro fenômeno aconteça é necessário que florestas de pinheiros e abetos estejam conservadas. A WWF está trabalhando em conjunto com o Mexican Fund for the Conservation of Nature para que este habitat de inverno seja recuperado e protegido.



07 – Gorila das Motanhas


Com apenas 720 animais vivendo livremente, esta espécie é um exemplo que é possível reverter um quadro de extinção iminente. Através do trabalho de diversas instituições foi possível manter cerca de 200 deles no Parque Nacional de Virunga, na República Democrática do Congo. O problema é que o parque faz fronteira com Ruanda e Uganda, dois países onde muitos conflitos armados acontecem, diminuindo cada vez mais o tamanho do habitat deles. Mesmo assim a população do parque cresceu 14% nos últimos 12 anos. Já na Impenetrável Floresta de Bwindi, em Uganda, houve um crescimento de 12% na última década.  

06 – Atum Azul


Matar a fome de tanta gente não é fácil, por isso a pesca predatória está varrendo os mares. As consequências estão na cara de todos e um ótimo lugar para se informar sobre o assunto é o documentário The End of the Line (clique aqui para ver o trailer). Esta espécie, nativa do Oceano Atlântico e no Mediterrâneo, passa por uma situação de sobrepesca e a única maneira de mudar esta situação é não consumindo o atum azul, cuja carne é considerada de alto luxo, principalmente no preparo de sushis. A WWF está tentando incentivar chefs, restaurantes e consumidores a não utilizarem o atum azul.


05 – Tartaruga de Couro


Ela é a maior das tartarugas, com um tamanho médio em torno dos 2 metros, mas isso não a impede de aparecer nesta lista. A espécie teve sua população no Pacífico diminuída a 2.300 fêmeas adultas. As tartarugas de couro no Atlântico deverão sofrer um declínio em seus números por causa da pesca. Muitos animais são mortos por engano, presos em redes. Outro grande problema é o aumento na temperatura da água, pois isso tem grande influencia na determinação do sexo da tartaruga. Quando o ninho está mais quente é mais provável o nascimento de fêmeas, o que pode prejudicar o processo reprodutivo da espécie.

04 – Pinguim de Magalhães

Com o aumento na temperatura das correntes marinhas estes animais estão tendo que ir mais longe para achar alimentos. Ano passado diversos destes pinguins apareceram em praias próximas ao Rio de Janeiro. Um ponto muito distante da Argentina, onde eles geralmente buscavam alimentos. Atualmente 12 das 17 espécies de pinguins estão tendo suas populações diminuídas rapidamente.

03 – Morsa do Pacífico


Esta é uma das mais novas vítimas do aquecimento global. Ano passado cerca de 200 morsas apareceram mortas na costa do Alasca. Estes animais usam o gelo para descansar, dar a luz a seus bebês e se proteger dos predadores. Com o degelo de locais que anteriormente ficavam congelados eles estão com seu habitat diminuído.

 

02 – Urso Polar


Pesquisas estão sendo feitas para determinar como o aquecimento global está diminuindo o habitat destes animais e de que forma isso está afetando suas populações. Mesmo que resultados finais ainda não tenham sido obtidos é inegável que muitos destes animais estão morrendo afogados por não mais encontrarem placas de gelo para descansarem. A falta de gelo está fazendo com que eles passem mais tempo em áreas povoadas por humanos, causando diversos conflitos, uma vez que o urso é o único predador natural do homem.

 
 
01 – Tigre


Ocupando atualmente cerca de 7% do que já foi seu habitat acredita-se que existam apenas 3.200 tigres vivendo livremente. Além da diminuição de sua área, a caça ainda mata muitos destes animais pois a medicina asiática utiliza diversas partes dos tigres, além do alto preço pago em suas peles.

 

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Equipe do Fantástico fica a poucos metros de um tornado

Acredita-se que o principal fator pra formação de um tornado é o encontro de ventos com velocidades e temperaturas diferentes, que provocam uma reação violenta no interior da nuvem.

             Depois de enfrentar ventanias terríveis e tempestades de gelo, nossos repórteres chegam a poucos metros de um tornado. Veja na reportagem de Rodrigo Alvarez e Luiz Cláudio Azevedo.

             Sair à caça deles é como procurar uma agulha num país inteiro. Atravessamos seis estados americanos. Foram 6.115 quilômetros de estrada, oito dias de pouco descanso e muita trovoada.
             Na chegada ao Colorado, a placa do aeroporto alerta, a ventania anuncia e o nome de guerra do nosso guia nos dá ainda mais confiança: Tim Tornado, há 15 anos na cola dos tornados.
              Paixão? Tempestades. Filosofia: "Depois que você vê o primeiro tornado você fica viciado", afirma o guia. E uma promessa: "A gente vai direto pra tempestade mais perigosa para ver o tornado”, comemora Tim.
              São 400 quilômetros de Denver, no Colorado, até Alliance, no estado de Nebraska. Nas planícies do meio-oeste americano acontecem mais de mil tornados por ano e meteorologia prevê uma grande chance para nossa estreia: 30% de probabilidade.
              Quando nos aproximamos da primeira tempestade. Tim Tornado cumpre a promessa.
              "Aquela nuvem ali está tentando formar um tornado, temos que tomar muito cuidado", alerta o guia que volta correndo para checar informações do radar.
               E os caçadores de tornados são agora presa fácil pra tempestade enfurecida. Pouco depois, surge a primeira imagem do que se poderia chamar um tornado.
               Rumo ao sul, mais 410 quilômetros até Goodland, no Kansas. E uma rara surpresa: dois tornados ao mesmo tempo. Os dois tornados vistos de longe são o sinal de que na região existe uma grande tempestade.
               Mas quando chega a noite, os ventos se acalmam e a aventura fica pro dia seguinte.
               Cerca de 350 quilômetros depois... Nas planícies no planalto do Colorado, um quase-tornado.
               Nuvens gigantes e em forma de cogumelo são conhecidas pela ciência como super-célula. Viajam desgarradas do resto da tempestade e, o mais importante, girando... numa espiral que parece infinita.
               Acredita-se que o principal fator pra formação de um tornado é o encontro de ventos com velocidades e temperaturas diferentes, que provocam uma reação violenta no interior da nuvem. Mas porque eles se formam em menos de 1% dessas nuvens gigantes? Porque só é possível prevê-los 13 minutos antes de sua formação?
              "Há muitas tempestades que parecem estar a ponto de produzir um tornado, mas isso não acontece", explica Josh Wurman, diretor do projeto Vortex.
              "Deve haver algo no ambiente que interrompe a formação do tornado. Será que o ar lá embaixo esta muito frio? Muito quente? Tem muito vapor? Pouca chuva? Ainda não sabemos”, ele conclui.
              O projeto Vortex é a maior pesquisa científica sobre tornados da história. Ele viaja os Estados Unidos atrás de super-nuvens. Cento e vinte pesquisadores no campo de batalha.
               As equipes dispõem de câmeras de alta-definição. São 12 radares para entender os movimentos atmosféricos. Mas o raro fenômeno se esconde até da ciência.
                Foram mais três dias de estrada, belíssimas paisagens e até o momento nenhum tornado. Mas ganhamos nova companhia.
               O roqueiro Jeremy Dawson é tecladista de uma banda de rock. Ele convidou os amigos e, temporariamente, trocou o teclado pelos tornados.
               Já Andy Gabrielson, de 23 anos, caçador de tornados profissional. Ele leva dois assistentes para ir atrás das tempestades.
               O tornado quase se forma, mas a super-nuvem avança pela planície. E quando a gente menos espera, com o carro na estrada, seguindo a super-nuvem, o mistério finalmente despenca diante de nós. Não há a menor dúvida: um tornado se forma à frente. Ele toca o solo no momento em que a equipe se aproxima.
               É um momento impressionante, um momento raro da natureza. Uma grande ventania é provocada pela passagem do tornado.
                Depois de 15 minutos de espetáculo, o tornado começa a desaparecer. Na sequência, começa uma chuva de granizo. Cai uma forte geada. São pedras grandes de gelo, fica até difícil continuar. O vento aumenta, derruba nossa câmera. E quase leva a porta do carro.
                Às 19h, no estado americano do Colorado, o segundo tornado começa a pouquíssimos metros. É um dia incrível, porque a previsão do tempo falava que não haveria tornados a probabilidade era mínima: 2%, nem aparecia nos relatórios meteorológicos.
                Quando o novo tornado termina, a gente reencontra os roqueiros.
                "Senti muita adrenalina", revela Jeremy Dawson.
                "Foi tão assustador!", confessa Lauren Fortner.
                "Inacreditável, um dos melhores dias da minha vida", diz Floris Girman.
                 Sem dúvida: um show da natureza, um dia pra nunca mais esquecer. 

sábado, 5 de junho de 2010

Dia Internacional do Meio Ambiente

                   Hoje comemoramos o Dia Internacional do Meio Ambiente, mas temos que comemorar o quê ? Só temos acabado com ele, destruindo-o através de queimadas, desmatamentos, emissão de gases poluentes, derramamento de esgotos nos rios, temos jogado o nosso lixo em qualquer lugar sem pensar nas consequências; e ainda temos alguma coisa para comemorar?
                   Comemorar a extinção de animais e de plantas ? Comemorar a poluição dos rios ? Comemorar a emissão de gases poluentes que só aquecem o planeta? COMEMORAR O NOSSO FIM ?
                    Se você leitor não quer que nada disso aconteça, comece fazendo a sua parte, apagando as luzes dos cômodos que você não está, mandando o seu lixo para a reciclagem, comprando produtos reciclados e o mais importante, passar essa lição para frente, pois temos que começar e depois passar para frente para o seu vizinho, para o seu amigo, para os seus familiares que assim como um telefone sem fio conseguiremos fazer uma corrente onde todos estarão cuidando melhor do nosso planeta em nossa cidade e assim começará a mobilizar outras pessoas de outras cidades, depois do país e até do MUNDO.
                    

                   

domingo, 2 de maio de 2010

Mancha de petróleo nos EUA já triplicou, afirmam cientistas

Vazamento atingiu a costa da Louisiania e ameaça o meio ambiente local.


Guarda Costeira diz que é impossível precisar quantidade de óleo vazada.
 

               A mancha de petróleo que atinge o Golfo do México e a costa do sul dos Estados Unidos triplicou de tamanho nos últimos dias e já mede mais de 200 km, segundo análise de imagens de satélite feita por cientistas da Universidade de Miami.

               O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, viajará nas próximas 48 horas para o golfo do México. O anúncio foi feito neste sábado (1º) pela Casa Branca. Não foram divulgados detalhes sobre a hora ou o local da viagem.
                O vazamento já atingiu a costa da Louisiana, e ameaça a exploração de peixes e camarões na região, assim como áreas pantanosas e a vida selvagem que lá vive, no que pode se tornar o pior desastre ambiental da história dos Estados Unidos.
                            Alerta da Guarda Costeira

                 A mancha de óleo gigante deve atingir a costa norte-americana do Golfo do México "em algum ponto", afirmou neste sábado o chefe da Guarda Costeira dos Estados Unidos. "Há óleo suficiente lá fora, é lógico que ele irá atingir a costa", disse o almirante Thad Allen, em uma teleconferência com jornalistas. "A questão é onde e quando."
                 O vazamento de óleo ainda não afetou linhas vitais de navios que vão ao rio Mississipi e a portos da costa do golfo, como Pascagoula, Mississipi, mas tem o potencial de causar isso, disse Allen.
                 Segundo a Guarda Costeira norte-americana, é "impossível" estimar a quantidade exata de óleo que vazou no oceano e que o acidente causará "um montante extraordinário de problemas".
                  Acredita-se que o equivalente a até 5 mil barris de petróleo estejam vazando para o mar a cada dia, desde o desastre, na semana passada.
                  O governo Obama colocou pressão sobre a petrolífera britânica BP, proprietária do poço que provocou o vazamento, e quer que a empresa faça mais para conter a saída de petróleo e a mancha de óleo que se espalha.
                                 Catástrofe

                   Cinco mil barris (quase 800 mil litros) de petróleo jorram diariamente no mar do Golfo do México depois da explosão de uma plataforma, na semana passada. O vazamento é cinco vezes maior que o previsto e foi considerado catástrofe nacional pelo governo norte-americano.
                    Os ventos empurram o óleo para o continente, a poucos quilômetros da área de pântanos no delta do Rio Mississipi. Autoridades disseram que farão de tudo para manter o tráfego aberto no rio.

                    Até agora os esforços para conter o avanço da mancha, que incluem até uma barreira de lona, foram insuficientes. O governo americano reforça a ajuda à região para tentar evitar um desastre ambiental ainda maior.
                     Os estados do Alabama, Louisiania e Flórida declararam estado de emergência, alegando que a catástrofe é uma série ameaça ao ambiente e à economia




Louisiana




                  O vazamento atingiu a costa da Louisiana na noite de quinta-feira (29). As agências de notícias France Presse e Associated Press informaram, com base na apuração com autoridades locais, que a mancha de óleo alcançou uma ilha perto do delta do Rio Mississippi, ameaçando a flora e a fauna da região.

                   Vários estados americanos estão em alerta por causa do vazamento de petróleo. Há temor de que praias e refúgios de vida selvagem sejam danificados em quatro estados. Lontras, pelicanos e outros pássaros estão no caminho da mancha de petróleo, e o serviço de preteção ambiental do país tenta proteger as espécies ameaçadas.
                     O presidente Barack Obama prometeu "usar todo e qualquer recurso disponível", e os militares estão mobilizados para combater o vazamento.

Galeria de fotos

















Imagem de satélite da Nasa deste sábado mostra o crescimento da mancha de óleo e sua aproximação da costa americana.















Tubos de conteção foram colocados para proteger a fauna e flora da Reserva de Breton, nos EUA.                                                                                                                                                            















Barcos de pesca ficam ancorados no porto da cidade de Venice, Louisiania. São esperados sérios prejuízos ambientais e comerciais na região.

















Veterinários de equipe de resgate tentam salvar pássaro atingido pelo óleo vazado de plataforma de petróleo no Golfo do México
















Greenpeace mostra pássaros próximo a mancha de óleo na ilha de Breton Sound, sul da Louisiana.