segunda-feira, 5 de abril de 2010

Erupção vulcânica na Islândia é a maior dos últimos 200 anos no país

Fenônemo abriu rachadura no gelo de no mínimo 500 metros.

O Fimmvorduhals estava inativo desde 1823.

                 Mais de 600 pessoas foram evacuadas neste domingo (21) pela erupção do vulcão Fimmvorduhals, no sul da Islândia, que obrigou o governo a decretar estado de emergência na regiã.
                 As pessoas evacuadas, que vivem em três cidades próximas ao vulcão, foram hospedadas em uma escola e atendidas por funcionários da Cruz Vermelha. Ainda não se sabe quando elas poderão voltar para casa.

                 O aeroporto de Keflavik esteve fechado para o tráfego aéreo internacional durante várias horas devido à pouca visibilidade provocada pelas cinzas lançadas pelo vulcão. Depois do meio-dia local (9h de Brasília), foram retomados os voos internacionais, mas não os voos domésticos.
                 Os cientistas avaliaram a erupção de categoria baixa, mas temem que possa haver outra mais severa no Katla, um vulcão próximo e com maior poder de destruição.
                  A ameaça de possíveis enchentes foi descartada após o exame realizado na área pelos técnicos, mas a proximidade do epicentro da geleira faz com que se mantenha a declaração de emergência.
                  O vulcão subterrâneo Fimmvorduhals, cuja erupção era esperada pelos especialistas havia tempo, está situado sob o gelo, entre as geleiras de Eyjafjalla e Mýrdal, cerca de 120 quilômetros ao leste de Reykjavik. 
                   A erupção, que ocorreu por volta da meia-noite local (21h de Brasília), abriu uma rachadura de comprimento entre 500 metros e 1 quilômetro no gelo. O Fimmvorduhals não entrava em erupção desde 1823.
                  A Islândia é uma ilha formada pela atividade vulcânica e ainda conta com inúmeros vulcões subterrâneos ativos. O mais conhecido é o Hekla, que entrou em erupção pela última vez há dez anos.







 

quarta-feira, 31 de março de 2010

Brasileiro explica importância de experimento com acelerador de partículas

Brasileiro explica importância de experimento com acelerador de partículas


             Será que estamos perto de provar como surgiu o universo? Cientistas do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares comemoram a reprodução, pela primeira vez em laboratório, de um mini Big Bang - a explosão que teria dado origem ao universo. O que será que pensam os nossos cientistas sobre este assunto?
             Eletróns, prótons, partículas - são componentes físicos presentes em tudo. O que somos e o que vemos. Montanhas, mares, seres vivos, ar, a vida. Como surgiram? A explosão cósmica, o Big Bang, teria ocorrido, e como? Há centenas de anos os cientistas buscam decifrar esse enigma

             Na teoria, a possibilidade de o mundo ser o resultado de uma grande explosão é bastante viável. Mas é preciso comprovação. É o que a ciência busca em experimentos como o feito no Centro Europeu de Pesquisa Nuclear, em Genebra, na Suíça. Todo o processo foi acompanhado, passo a passo, no Brasil, pelo Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas.

            “Esse experimento busca entender basicamente não só a composição da matéria mas também o universo como um todo, as leis da física, o que dá massa paras as partículas, porque o próton e o elétron têm essa massa, o que acontece que uma partícula basicamente é desviada no campo magnético, no campo elétrico, como se dá essa interação entre as partículas, como é que a natureza funciona”, explica o físico do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas Gilvan Alves.
             Em uma máquina, chamada acelerador de partículas, que tem uma circunferência de 27 quilômetros, é jogado um imenso jato de hidrogênio. Ao passar por um campo elétrico de 750 quilovoltz, o elétron é separado do próton. A velocidade vai aumentando rapidamente. Dois feixes de prótons circulam em direções opostas. A máquina fica ainda mais veloz e os dois feixes batem de frente.
              Foi a terceira vez que os cientistas tentaram provocar uma colisão entre prótons, que são as menores partes de um núcleo atômico. Desta vez eles tiveram sucesso porque conseguiram atingir quase 100% da velocidade da luz.
              Foi o que possibilitou o surgimento de várias outras partículas. O desafio agora é descobrir quais delas ainda são desconhecidas pelos pesquisadores. O grande sonho é encontrar o que a ciência chama de "bóson de Higgs" - uma partícula que é a responsável pela massa de todas as outras partículas. Ou seja: o homem está mais perto da possibilidade de descobrir se somos ou não o resultado de uma explosão cósmica.
             “Estamos tentando entender o universo como ele era poucos instantes após o Big Bang. Para chegar realmente a entender toda a física, ainda falta muita coisa. Seria interessante provar que ela está errada, porque a gente teria que começar tudo de novo, seria uma verdadeira revolução na física”, aponta o físico Gilvan Alves.

Cientistas recriam o Big Bang em laboratório

A experiência foi feita no Centro Europeu de Pesquisas Nucleares, que fica na fronteira da Suíça com a França. Foi como assistir ao nascimento do mundo.



               Cientistas na Europa alcançaram um feito histórico nesta terça. Eles recriaram em laboratório a explosão que teria dado origem ao universo. A importância disso está na reportagem do correspondente em Londres, Marcos Losekann.

               Cientistas têm todos os motivos do mundo para comemorar e não é para menos, afinal, reproduziram em laboratório um mini Big Bang, a explosão que teria dado origem ao universo.
                A experiência foi feita no Centro Europeu de Pesquisas Nucleares, que fica na fronteira da Suíça com a França. A 100 metros da superfície, está o túnel circular que tem 27 quilômetros de comprimento.
                Foi nesse túnel que os cientistas aceleraram prótons, partículas mínimas que formam os átomos, a uma velocidade próxima à da luz: quase 300 mil quilômetros por segundo. Quando os prótons se chocam, surgem partículas menores ainda e são essas partículas elementares da matéria que os cientistas querem estudar.
                A gente pode até dizer que foi como assistir ao nascimento do mundo. Muitas pessoas eram contra essa intenção dos cientistas de ''brincar de Deus'' porque temiam que o choque de partículas poderia criar um buraco negro, capaz de engolir tudo em volta dele.
               Felizmente, nada disso aconteceu. E tudo indica que em breve o mundo começará a tirar proveito de mais esse avanço da Ciência.
               Nos próximos dois anos, os pesquisadores vão usar o acelerador gigante para tentar comprovar a existência de uma nova partícula, Bóson de Higgs, também chamada de a Partícula de Deus, porque seria a responsável pela criação das estrelas e planetas.
               O Bóson de Higgs confirmaria a teoria do Big Bang. Isso pode ajudar os cientistas a entender a nossa origem.
               Cientistas brasileiros da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, da Universidade do Estado de São Paulo e da Federal do ABC participam do projeto e vão analisar os dados obtidos pelo acelerador de partículas.