segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Os 10 maiores predadores do reino animal


10 – Tarantula
Tarântulas estão entre os animais mais temidos do planeta. Além de serem gigantes são caçadores furtivas e nenhum animal pequeno tem uma chance contra elas. Elas ficam a espera de um transeunte infeliz e, em seguida, atacam sem aviso prévio. E ainda por cima não são pequenas: chegam a 5 centímetros de comprimento, com uma extensão de perna de 30 centímetros. Tenso! =S
9 – Mamba Negra
Maiores Predadores do Reino Animal Mamba Negra
Quem viu o LINDO Kill Bill vai lembrar dessa cobrinha aí. Ela é o animal mais temido em toda a África. Ela tem esse nome a partir da pele preta na parte interna da boca. Esses animais são normalmente muito tímidos, mas podem ser extremamente agressivos quando confrontados. Quando eles atacam, tendem a atacar suas vítimas repetidamente, liberando uma mistura letal de neurotoxina e cardiotoxin. No passado, uma mordida de uma mamba negra era morte certa. Agora, esse número está diminuindo devido ao aumento do uso de anti-veneno por todo o continente.
8 – Piranha
Maiores Predadores do Reino Animal Piranha
De todos os peixes em todo o mundo, a piranha pode ter a pior reputação. Só de olhar para os dentes e o olhar maníaco já dá medo. Conhecida mundialmente por seu comportamento alimentar agressivo e predatório, a piranha é encontrada em toda a água doce da América do Sul. Elas alimentam-se tipicamente ao amanhecer e ao entardecer, sempre na espreita a espera de um pequeno animal distraído. Então, sem aviso, elas atacam e devoram suas presas com uma ferocidade BRUTAL. Em alguns casos, elas vão formar grupos de caça, a fim de derrubar presas muito maiores, incluindo cavalos, capivaras e até seres humanos.
7 – Lobo Cinza
Maiores Predadores do Reino Animal Lobo Cinza
A maioria dos predadores de topo do mundo são caçadores solitários, preferindo confiar em suas próprias proezas para derrubar a presa. Mas, para o lobo cinzento, o sucesso da caçada depende da cooperação. Um ataque típico de lobo começa com os membros trabalhando juntos para encorajar a vítima a correr. Para eles um animal correndo representa uma ameaça menor do que aquele que está pronto para lutar. Em seguida, o macho alfa leva a perseguição, com a fêmea alfa logo atrás. Uma vez que a vítima tropeça e cai no chão, o bando envolve o animal e termina o serviço. XD
6 – Dragão de Komodo
Maiores Predadores do Reino Animal Dragão Komodo
O maior de todos os lagartos, o dragão de Komodo é um réptil poderoso que pesa até 300 quilos e pode atingir um comprimento de mais de 2 metros. Entre as vantagens predatórias podemos listar: velocidade, força e tenacidade para derrubar presas duas vezes maiores. Eles também têm uma mordida tóxica; qualquer vítima que sobrevive a um ataque do dragão de Komodo é suscetível a sucumbir aos seus ferimentos pouco depois. Eles principalmente caçam suas presas por emboscada, mas eles também são corredores rápidos e bons nadadores. Além do mais, a sua incrível habilidade predatória é acompanhada por uma igualmente impressionante capacidade de consumir carne, até a metade do seu peso próprio em uma única refeição.
5 – Crocodilo
Maiores Predadores do Reino Animal Crocodilo
Não há nada mais assustador do que um predador que se esconde debaixo da água, camuflados pelo meio ambiente, em silêncio, observando a sua vítima e planejando sua morte. O crocodilo é um predador furtivo e extremamente violento. Algumas espécies, como o crocodilo do Nilo, podem derrubar grandes presas, como zebras e búfalos. O seu modo típico de ataque é esperar à beira da água para a vítima vir e beber e, em seguida, arrastar a infeliz criatura para baixo da água e começar a girar em torno vigorosamente e repetidamente, a fim de arrancar pedaços de carne.
4 – Orca, a Baleia Assassina
Maiores Predadores do Reino Animal Baleia
Como o nome sugere, a orca é um predador mortal que combina habilidade notável e força física impressionante. As orcas tem uma série de técnicas engenhosas em seu arsenal de caça. Por exemplo, elas gostam de bater em blocos de gelo a fim de aproveitar enquanto as focas e pinguins caem na água. Elas também são conhecidas por intencionalmente encalhar a fim de alcançar animais em terra. Alguns ainda relatam que elas tem sido eficazes em caçar tubarões. o_O
3 – Urso Pardo
Maiores Predadores do Reino Animal Urso Pardo
O urso pardo é provavelmente o animal mais temido na América do Norte. Este poderoso animal pode medir 2,13 metros de altura e pesar mais de 800 quilos. Suas patas fortes e enormes pode matar um homem em uma única pancada, e as suas poderosas mandíbulas permitem que se alimentem de uma grande variedade de alimentos, incluindo mamíferos de grande porte. Ursos também são fortes nadadores e corredores rápidos. Se deparar com esse animal desses pode ser uma experiência angustiante, mas a melhor resposta é ficar parado e resistir ao impulso de correr. Estes animais foram cronometrados a mais de 40 quilômetros por hora. XD
2 – Leão
Maiores Predadores do Reino Animal Urso Leão
Este animal é conhecido como o “rei da selva”, e por boas razões. Leões caçam algumas das maiores presas na Terra, incluindo búfalos e gnus. Parte de seu enorme sucesso como predadores vem da cooperação entre eles. Leões vivem em grupos sociais, e todos os membros trabalham juntos na caça. Leões jovens aprendem desde cedo o seu lugar no bando e nas brincadeiras aprendem as habilidades que precisarão para a caça e  o papel que eles são mais adequados para executar. A taxa de sucesso dos leões em ataques é apenas uma em cinco, mas as probabilidades são impressionantes quando se considera que as espécies de suas presas são criaturas enormes com bastante poder de combate.
1 – O Grande Tubarão Branco
Maiores Predadores do Reino Animal Tubarão Branco
Qualquer animal que tenha a infelicidade de ser atacado por um grande tubarão branco tem pouca chance de sobreviver. Com seu corpo esguio e mandíbulas fortes, o grande tubarão branco é um animal poderoso: um nadador rápido e ágil acrobata aquático, capaz de saltar alto da água para surpreender suas presas. O grande tubarão branco também tem várias linhas de dentes serrilhados afiados. Um único tubarão pode trocar mais de 50.000 dentes em toda a sua vida. Eles normalmente começam seus ataques com uma única mordida. Então aguardam a sua vítima ir enfraquecendo pela ferida antes de retornar para comer – uma técnica que permite que o predador se alimentar com relativa segurança.

Fonte: La amebita

Parceria evita colisões entre barcaças e baleias na região de Abrolhos


Uma parceria entre biólogos, ambientalistas e a iniciativa privada está ajudando a evitar uma modalidade especialmente calamitosa de acidente de trânsito: trombadas entre baleias e barcos na região de Abrolhos, entre a Bahia e o Espírito Santo.
Criar um bom sistema de "semáforos" marinhos é crucial para esse pedaço da costa brasileira porque ele combina elementos que aumentam o risco de colisões.
Por um lado, Abrolhos e adjacências concentram cerca de 90% das 11 mil baleias-jubartes que passam pelo Brasil todos os anos. Esses cetáceos, lentos e de hábitos costeiros, são a segunda espécie mais atropelada de baleia (só "perdem" para as baleias-francas).
Por outro lado, a região abriga um movimentado tráfego de barcaças carregando toras de madeira e celulose oriundas das florestas de eucalipto da região -trânsito que ganhou porte com a instalação de um terminal de transporte marítimo em Caravelas (BA) no começo da década passada.
Deixada ao deus-dará, a situação degringolaria em considerável contagem de corpos de jubartes --e prejuízos para as empresas de madeira.
Por isso mesmo, o monitoramento das rotas das baleias na região foi uma das condicionantes ambientais impostas pelo governo para a criação do terminal de Caravelas, afirma Márcia Engel, bióloga do Instituto Baleia Jubarte.
"Fizemos levantamentos aéreos e cruzeiros de pesquisa para estudar essas áreas de concentração das jubartes e estabelecer rotas com menor densidade de animais."
O trabalho foi feito com apoio da Fibria, empresa de celulose que pretendia transportar madeira de Caravelas e Belmonte (BA) para Aracruz (ES) --no segundo caso, em "joint venture" com outra empresa, a Stora Enso.
A equipe do Instituto Baleia Jubarte mostrou que era possível evitar encontros trágicos com os cetáceos no trajeto de 275 km, desde que as barcaças mantivessem rotas não muito coladas à costa, região preferida pelos bichos.
Ao que tudo indica, a estratégia tem dado certo. Dez anos depois do estabelecimento do terminal de Caravelas, não há evidência de choque com as barcaças.
E não é que atropelamentos do tipo não tenham ocorrido na região, lembra Engel. No mesmo período, houve ao menos três colisões, uma delas envolvendo um catamarã que fazia a rota entre Salvador e Morro de São Paulo.
Perto de Itaparica, tripulação e passageiros sentiram uma pancada. Ao olhar para trás, "o pessoal viu uma baleia e uma grande mancha de sangue na água", diz a bióloga. Provavelmente era uma jubarte, embora a identificação da espécie não tenha sido feita. O navio afundou.
Outra preocupação ligada ao estabelecimento de um porto numa área de reprodução de baleias é o barulho.
Os sons emitidos pelas jubartes são importantes para o acasalamento e o cuidado com as crias. O temor é que o barulho causado pelo tráfego marítimo atrapalhe a comunicação entre os animais.
Por enquanto, não há evidências de que isso esteja acontecendo em Abrolhos, diz Engel, apesar dos 5 milhões de metros cúbicos de madeira transportados ali entre 2010 e este ano.
Um dado mais preocupante tem vindo da população de botos-cinza do estuário do rio Caravelas. Com cerca de cem indivíduos, esse grupo parece estar se reduzindo. Ainda não é possível saber se isso é um impacto do tráfego.
Veja as imagens no link abaixo
http://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/11750-acordo-ajuda-a-preservar-baleias-em-abrolhos
Fonte: Folha.com

Conferência do clima pode sepultar extensão do Protocolo de Kyoto


A COP-18, décima-oitava conferência do clima da ONU, que acontece até o fim da semana em Doha, no Qatar, entra nesta segunda-feira (3) em sua fase decisiva ainda cercada de incertezas quanto ao principal objetivo do encontro: estabelecer uma extensão do Protocolo de Kyoto, hoje o único acordo internacional de proteção climática em vigor.
O panorama geral das negociações foi resumido pela secretária-executiva do evento, Christiana Figueres. Apesar de iniciar seu balanço da primeira semana da convenção de maneira otimista, ela admitiu que muita coisa inevitavelmente ficará de fora.
Karim Jaafar/AFP
Manifestantes pedem ação climática em Doha, no Qatar
Manifestantes pedem ação climática em Doha, no Qatar
"O que vier de Doha não será no nível de ambição que precisamos", resumiu Figueres sobre as negociações, que envolvem quase 200 países.
Diferentemente da COP-15, que aconteceu em Copenhague em 2009 e foi cercada de muita expectativa sobre um grande acordo global, a atual cúpula já nasceu um tanto morna.
No encontro do ano passado, em Durban, na África do Sul, os países "concordaram em concordar" com a criação de um pacto global de redução de emissões, que englobaria países ricos e pobres. O acordo, porém, ficou para começar a ser definido em 2015, para entrar em vigor até 2020.
Para não deixar o mundo sem nenhuma meta de redução de emissões de gases do efeito estufa, as partes optaram pelo prolongamento do Protocolo de Kyoto, que oficialmente deixa de valer no próximo dia 31.
Além de decidir até quando esse "puxadinho" do acordo valerá -- se até 2017 ou até 2020--, ficou para o encontro de agora a definição do quanto será reduzido nas emissões.
De qualquer maneira, o acordo já nasce com um alcance limitado. Só a União Europeia e a Austrália, responsáveis por cerca de 15% das emissões globais de carbono, concordaram em participar com ações concretas de redução de emissões do que já está sendo chamado, nos bastidores da COP-18, de "Kyotinho".
Em sua criação, em 1997, o protocolo comprometeu as nações desenvolvidas a reduzir suas emissões de gases-estufa em 5,2%, entre 2008 e 2012, em comparação aos níveis de 1990.
O acordo, porém, já foi criado com ausências importantes. Os EUA não ratificaram o pacto, e nações em desenvolvimento como China, Índia e Brasil, que hoje respondem por boa parte das emissões mundiais, não tinham metas imediatas.
Hoje, o maior impasse para a extensão é puxado por Rússia, Polônia e Ucrânia. Esses países emitiram menos do que poderiam na primeira fase de Kyoto e agora querem levar essas "sobras" no potencial de emissões, o chamado "hot air", para a segunda fase do acordo, o que desagrada boa parte dos negociadores.
Editoria de Arte/Folhapress
Canadá e Japão, que participaram da primeira etapa, já avisaram que não vão aderir ao novo período.
EFEITO DOMINÓ
Embora vá ter um alcance limitado, a extensão das metas de Kyoto é importante na construção do futuro pacto global para redução de emissões.
Especialistas temem que um fracasso nessa negociação influencie negativamente o futuro acordo, que ainda nem foi rascunhado, mas é ameaçado pela prioridade dada à crise econômica mundial.
Mesmo nesse cenário, a delegação brasileira chegou em clima de otimismo a Doha.
O negociador-chefe do Brasil, o embaixador Luiz Figueiredo Machado, disse que não há risco de a reunião terminar esvaziada.
"Impasses são comuns em negociações longas, com mais de duas semanas, como essa", afirmou.
"Nós acreditamos que a conferência de Doha vai abrir uma nova etapa nas negociações do clima. Essa vai ser uma COP importante, complexa. Há muita coisa importante sobre a mesa, inclusive as bases para o futuro protocolo que foi negociado em Durban", completou.
Na opinião de Carlos Klink, secretário de mudanças climáticas do Ministério do Meio Ambiente, o Brasil chegará à convenção com o "dever de casa" feito, apresentando "a menor taxa de desmatamento da história na Amazônia", divulgada na semana passada.
MÁS NOTÍCIAS
Enquanto o acordo não vem, a COP está sendo marcada pela divulgação de vários estudos pouco animadores sobre as condições gerais do planeta.
Dados preliminares da Organização Meteorológica Mundial indicam que 2012 deve se tornar o nono mais quente desde que as medições foram iniciadas, em 1850. E isso mesmo com a presença do La Niña, fenômeno que contribui para o resfriamento das temperaturas.
O documento destacou ainda o degelo recorde no Ártico e eventos extremos de seca e enchentes espalhados por todo o planeta. A temporada intensa de tempestades tropicais e furacões, incluindo o Sandy, que atingiu o Caribe e os EUA, também foi ressaltada.
Já o relatório "Climate Action Tracker", que analisou a eficácia das medidas para combater o aquecimento global, foi ainda mais pessimista. Praticamente todas as grandes nações emissoras, como China, EUA e Índia, tiveram suas medidas consideradas ineficientes. Desse grupo, apenas Coreia do Sul e Japão tiveram medidas classificadas como satisfatórias.
O desempenho do Brasil foi avaliado como "na média".

Fonte: Folha.com

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Desenvolvimento sustentável de megacidades

Bom pessoal atendendo uma sugestão de uma leitora (Alessandra Ribeiro) estou aqui colocando esta matéria, espero que gostem e façam como ela se quiserem ler sobre algo mande o seu recado.

Com tecnologias inovadoras, as megacidades brasileiras podem tornar-se mais ecológicas, aumentar a qualidade de vida dos seus habitantes e cortar custos – tudo ao mesmo tempo



A América Latina é a região mais urbanizada no mundo em desenvolvimento. Por isso existe um grande potencial para um desenvolvimento sustentável em megacidades da América Latina. Aproximadamente 80% da população do Brasil (atualmente 196 milhões) vivem em cidades. Os centros urbanos mais densamente povoados são: São Paulo, com uma população de 20,3 milhões de habitantes, e Rio de Janeiro, com aproximadamente 11,4 milhões. Essa urbanização crescente está forçando as cidades no Brasil e em outros países a tornarem as suas infraestruturas mais eficientes e sustentáveis em áreas como fornecimento de eletricidade e smart grid, além de mobilidade e edifícios verdes. Por causa dos próximos grandes eventos, as soluções de segurança também estão se tornando cada vez mais importantes.
Na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) no Rio de Janeiro em junho de 2012, os participantes expressaram o seu compromisso com o desenvolvimento sustentável. Mais de 14.000 pessoas de todo o mundo visitaram as exibições no pavilhão do PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente). Ali, a Siemens organizou e participou de eventos paralelos e de conferência sobre liderança de pensamento. “O lema da Siemens na Rio+20 foi ‘Podemos agir agora’. O PNUMA dá apoio total a essa chamada para a ação”, disse Achim Steiner, Diretor Executivo do PNUMA e Sub-Secretário Geral das Nações Unidas. A Siemens lançou um projeto de reciclagem e educação ambiental na Lagoa Rodrigo de Freitas e apresentou as descobertas em um estudo pioneiro sobre como o Rio de Janeiro será de 2030 a 2040. Em uma exibição, a nossa empresa mostrou como a inovação apoia o desenvolvimento sustentável e no evento “Estudantes pela Sustentabilidade”, a Siemens reuniu equipes de estudantes de diferentes países para desenvolver a próxima geração de líderes em sustentabilidade.
A Siemens é uma líder internacional em desenvolvimento sustentável de cidades e megacidades, com conceitos e soluções para energia, smart grid, mobilidade, edifício verde, sistema de segurança, e sistemas de saúde.
Uma variedade de iniciativas da Siemens promove ideias para o desenvolvimento sustentável de uma cidade verde. O Índice Verde de Cidades da América Latina, por exemplo, mostra o grau de sustentabilidade das cidades brasileiras hoje. São Paulo estabelece uma referência com emissão zero de CO2 gerada pelo consumo de energia. No Relatório Resumido do Índice de Cidades Verdes, o Rio de Janeiro está destacado como a cidade com a maior quantidade de área verde por pessoa apesar da sua grande densidade populacional típica das megacidades. E de acordo com o estudo "Pictures of the Future Rio 2030-2040", até 2030 o Rio poderá se tornar a capital latino-americana para negócios, turismo, e eixo de pesquisa e desenvolvimento de alta tecnologia.
Fonte: Siemens.com

sábado, 17 de novembro de 2012

Baleia branca é capaz de imitar a voz do homem

Uma equipe de investigadores norte-americana, liderada por Sam Ridgway, presidente da Fundação Nacional para Mamíferos Marinhos, na Califórnia, refere que a baleia beluga, também conhecida como baleia branca (Delphinapterus leucas), é capaz de imitar a voz humana, tal como os papagaios. O estudo foi publicado ontem na Current Biology, onde os autores apresentam registos de análise espectral de gravações. 

Já, em 1984, um mergulhador apercebeu sonoridades semelhantes a vozes humanas vindas de uma beluga, baptizada de Noc e guardada durante 30 anos em cativeiro num dos aquários de San Diego. Os sons do cetáceo eram tão convincentes que por momentos pensou que eram pessoas a dizer-lhe para sair da água. A Noc morreu há cinco, mas a sua voz ficou gravada. 

Os sons emitidos pela beluga são várias oitavas abaixo dos chamamentos normais das baleias. Portanto, para a Noc conseguir reproduzir a sonoridade semelhante à do ser humano teve de treinar-se a moldar a pressão do ar nas narinas, já que não utilizam a laringe para produzir sons, tal como o homem. 

Para o estudo, os cientistas conseguiram gravar os sons emitidos. As análises técnicas revelaram semelhanças com alguns padrões da fala humana, como amplitude e ritmo. Ao gravar os sons de Noc, descobriram um ritmo similar ao da fala humana e frequências mais baixas que os sons típicos das baleias, muito mais próximos das vozes humanas. "Os sons que escutamos eram um claro exemplo de aprendizagem vocal por parte da baleia branca", afirmou Ridgway. 

Os sons emitidos pela beluga são várias oitavas abaixo dos chamamentos normais das baleias. Portanto, para a Noc conseguir reproduzir a sonoridade semelhante à do ser humano teve de treinar-se a moldar a pressão do ar nas narinas, já que não utilizam a laringe para produzir sons, tal como o homem. 

Não é a primeira vez que investigadores revelam este tipo de comportamento em belugas. Já nos anos 70, outro célebre mamífero do aquário de Vancouver, no Canadá, chamado de Lagosi, tentava pronunciar o seu nome.



Fonte:Biologia noticias

Predadores Marinhos: muito além dos tubarões


A palavra “predador” evoca criaturas agressivas, poderosas, ameaçadoras, perigosas. Em nossos pensamentos, quem sintetiza tais características nos ambientes marinhos são os tubarões. Porém, estas afirmações carregam conceitos que  – como todas as generalizações  –  contém inverdades. Primeiro, porque os tubarões são apenas  alguns dos vários grupos de animais marinhos que predam outros seres. Segundo, pelo fato de que nem sempre um predador faz por merecer os adjetivos acima. Os três exemplos a seguir comprovam isto e ajudam a derrubar alguns mitos.
Dois predadores marinhos aparentados são as garoupas e os meros, membros de um grupo de peixes da família Serranidae (subfamília Epinephelinae) composto por quase 160 espécies. Apesar do tamanho – chegam a 2,5 metros e 400 quilos -, os meros e as garoupas são pacatos e vivem boa parte do tempo entocados no fundo dos mares, espreitando presas como lagostas, polvos, outros peixes e filhotes de tartarugas. O mero, em particular, aparece na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) – o mais conceituado inventário do estado de conservação das espécies vivas do planeta  – como “criticamente ameaçado”. Das seis categorias que definem o grau de ameaça ao qual uma espécie está sujeita, esta é a mais alta antes da extinção. A principal causa que coloca os meros nesta categoria preocupante é a pesca, já que estes peixes são considerados um troféu muito especial e procurado na pesca submarina. Sua carne, assim como a da garoupa, é branca e muito apreciada na culinária. Mansos a ponto de se deixarem tocar com as mãos sem esboçar reação, são presa fácil para os arpões.
Já a garoupa-verdadeira habita os mares mais ao sul do Brasil e também está em risco de extinção. Aparece na lista da IUCN em um grau abaixo dos meros em nível de ameaça, mas isto não traz grande alívio, já que suas populações estão em declínio. Vale lembrar que a espécie ocupa um papel honrado no Brasil, uma vez que é ela quem ilustra a cédula mais valiosa de nosso dinheiro: a nota de 100 reais.
Em outro grupo de peixes, pertencentes à família Sphyraenidae, aparecem as barracudas, com 18 espécies espalhadas pelos oceanos. De corpo alongado, movimentos ágeis e aparência assustadora (devido principalmente aos dentes salientes e afiados como lâminas), aproximam-se mais  de como imaginamos um predador, quando comparadas aos pacatos meros e garoupas. Mas, assim como estas espécies, as barracudas geralmente não representam perigo significativo ao homem. Apesar do temor que geram, parecido com o medo generalizado que temos pelos tubarões, grande parte dos relatos de ataques de barracudas a humanos carece de confirmação, havendo casos em que são atraídas por objetos brilhantes (como jóias e bijuterias) que remetem a um apetitoso peixe. 
Estes são três tipos de peixes  que, junto com os tubarões, compõem um dos mais destacados grupos de predadores marinhos e desempenham papel importante nos oceanos. Como predadores do topo da cadeia alimentar, ajudam a controlar as populações das espécies das quais se alimentam, mantendo o equilíbrio natural no ambiente. Sua presença em uma determinada área pode indicar que aquele ambiente está saudável, já que qualquer alteração na cadeia alimentar poderá fazer com que não tenham mais alimento e desapareçam do local. São os chamados bioindicadores, como é a onça-pintada em alguns ambientes terrestres

Por Daniel de Granville



Garoupa
Gordon - Goliath grouper.jpg
Mero

Garoupa-verdadeira

Barracudas

Até dois terços das espécies marinhas podem ser desconhecidos, diz estudo

Nos últimos dez anos, mais espécies marinhas foram descobertas pela ciência do que em qualquer outra década da história. Apesar disso, cientistas estimam que até dois terços das espécies que habitam os oceanos ainda sejam completamente desconhecidas, afirma estudo recém-publicado na revista científica "Current Biology".
A publicação americana divulgou hoje em seu site o lançamento de um censo da vida marinha, criado a partir da colaboração de diversos cientistas ao redor do mundo.
O Worms (Registro Mundial de Espécies Marinhas) foi criado a partir do trabalho de 270 estudiosos de 146 instituições, provenientes de 32 países. O catálogo pode ser acessado gratuitamente através do site http://www.marinespecies.org, e é constantemente atualizado a partir da descoberta de novas espécies.
Russ Hopcroft/AP
A lesma-do-mar "Platybrachium antarcticum", que vive na Antártida
A lesma-do-mar "Platybrachium antarcticum"

Mark Costello, pesquisador da Universidade de Auckland (Nova Zelândia) que ajudou na construção do projeto, afirmou que o trabalho de coleta de dados "não foi tão fácil quanto deveria".
"Um problema encontrado pelos pesquisadores foi a ocorrência de diferentes nomes e descrições para as mesmas espécies, os chamados sinônimos", afirmou Costello. As baleias e golfinhos, por exemplo, apresentam em média 14 diferentes nomes científicos para cada espécie, em geral dadas por pesquisadores diferentes que estão trabalhando com o mesmo bicho sem saber. Quando esse problema é percebido, fica valendo o nome que foi publicado primeiro.
A partir da exclusão dos sinônimos, cerca de 40 mil espécies foram retiradas da base de dados que forma o Worms, apesar de seus nomes científicos continuarem disponíveis para a consulta no site.
"Pela primeira vez podemos fornecer um olhar detalhado sobre a riqueza de espécies marinhas. Nunca soubemos tanto sobre a vida nos oceanos", afirmou Ward Appeltans, colaborador do projeto e membro da Comissão Intergovernamental de Oceanografia, órgão ligado à Unesco.
A partir do levantamento das quase 215 mil espécies já catalogadas pelo Worms, pesquisadores estimam que o número total de espécies que habitam os oceanos possa chegar a até 1 milhão. Até a publicação desse estudo, estimativas costumavam apontar para números muito maiores.
A pesquisa fornece um ponto de referência para esforços de conservação e estimativas de taxas de extinção, afirmam os pesquisadores. Eles esperam que a grande maioria das espécies desconhecidas -- principalmente pequenos crustáceos, moluscos, vermes e esponjas --- seja achada ainda neste século.
"Apesar de menos espécies viverem nos oceanos do que na terra, a vida marinha apresenta linhagens evolutivas muito mais antigas, fundamentais para a nossa compreensão da vida no planeta", disse Appeltans. "Em certo sentido, o Worms é só o começo."
Appeltans ainda ressaltou a importância do trabalho colaborativo dos cientistas na construção do projeto. "Esse banco de dados nos fornece um exemplo de como outros biólogos também podem colaborar para produzir um inventário coletivo de toda a vida na Terra", diz Appeltans.

Fonte: Folha.com